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Goldman Sachs segue solicitando ETF de rendimento de Bitcoin, estratégia de Call "sacrifica a alta para obter prémios", competição de criptomoedas em Wall Street intensifica-se
Goldman Sachs apresenta pedido de ETF de rendimento de Bitcoin à SEC na segunda-feira, usando uma estratégia de opções de compra cobertas, com o objetivo de gerar receitas de prémios de opções periodicamente enquanto expõe os investidores ao BTC. A estreia pode ocorrer até ao final de junho, mas este tipo de design, na sua essência, sacrifica o potencial de valorização em grandes altas do mercado.
(Antecedentes: Reuters revela: Goldman Sachs planeja adquirir empresas de criptomoedas por dezenas de milhões de dólares, grandes bancos querem aproveitar a baixa)
(Informação adicional: 【CEO do Goldman Sachs】Lloyd Blankfein vai deixar o cargo, deixando a relação complexa com o Bitcoin para a Goldman Sachs resolver)
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Goldman Sachs entrou na corrida. Segundo a CoinDesk, em 14 de abril de 2026, a Goldman Sachs submeteu à SEC dos EUA o formulário N-1A, solicitando a criação do “Bitcoin Premium Income ETF”, uma das primeiras ações do banco em produtos de investimento direto em criptomoedas, logo após o lançamento do ETF de Bitcoin pelo Morgan Stanley na semana passada.
Atualmente, o preço à vista do Bitcoin está em cerca de 74.545 dólares, e a expectativa de entrada contínua de instituições permanece, mas a lógica de design deste novo produto difere do que a maioria imagina para um ETF de BTC.
Núcleo da estratégia: vender opções para fluxo de caixa, mas se subir demais, perde
Este ETF funciona com uma estratégia de Call Coberta: o fundo mantém exposição a ETPs ligados ao Bitcoin, ao mesmo tempo que vende opções de compra correspondentes, recebendo prémios de opções como rendimento a ser distribuído aos investidores.
De forma simples: você recebe uma renda periódica em dinheiro, mas se o BTC subir 30% num mês, além do preço de exercício, você não recebe essa valorização. A proporção de Overwrite (cobertura de opções) é ajustada dinamicamente entre 40% e 100% da exposição ao BTC, gerida pelo gestor do fundo.
Este tipo de estrutura funciona melhor em mercados de sideways ou de queda moderada do BTC, pois os prémios de opções podem compensar parcialmente as perdas; em mercados de alta forte, o desempenho será claramente inferior ao de um ETF de BTC à vista.
O fundo é gerido por Raj Garigipati e Oliver Bunn, da GSAM. Segundo o pedido, até 25% dos ativos podem ser investidos através da subsidiária nas Ilhas Cayman, “Goldman Sachs Bitcoin Premium Income Portfolio CFC”.
BlackRock deu o passo à frente, Goldman Sachs só pode lançar após 75 dias
Esta estratégia não é original do Goldman Sachs. O ETF “iShares Bitcoin Premium Income ETF” (código BITA), da BlackRock, usa uma estrutura de Call Coberta quase idêntica, e deve lançar-se oficialmente em algumas semanas, antecipando-se ao Goldman Sachs.
A solicitação do Goldman Sachs foi feita na segunda-feira, e, de acordo com o período de espera de 75 dias da SEC, a negociação só poderá começar no final de junho ou início de julho.
Dentro do mundo dos analistas, esses produtos são chamados de “boomer candy” — “doces para os idosos”. Ou seja, é uma porta de entrada para fundos de aposentadoria, investidores institucionais conservadores ou investidores tradicionais que não querem possuir BTC diretamente, mas querem exposição ao mercado cripto. Para esse grupo, rendimentos periódicos são mais importantes do que apostar na maior valorização.
Mudança de atitude de Solomon: de observador frio a “observador atento”
A posição do CEO do Goldman Sachs, David Solomon, em relação aos ativos digitais, tem mudado silenciosamente nos últimos anos.
Ele recentemente afirmou publicamente que possui “muito pouco BTC, mas possui”, e se autodenomina “observador de BTC” — uma declaração rara para um CEO de um banco de Wall Street de topo. Ainda mais notável é que Solomon enfatizou várias vezes que a tokenização é “super importante” para a infraestrutura financeira, sendo essa sua aposta de longo prazo.
Em contraste, o ritmo de entrada do Goldman Sachs no mercado de produtos cripto realmente fica atrás de seus principais concorrentes: o Morgan Stanley lançou seu ETF de BTC na semana passada, enquanto o JPMorgan e a BlackRock agiram mais cedo. Desta vez, o Goldman Sachs está apenas preenchendo uma lacuna.
Por outro lado, há quem interprete essa movimentação como uma estratégia de posicionamento: ao seguir a BlackRock antes do BITA estar oficialmente no mercado, o Goldman Sachs estaria focado em captar o mesmo grupo de clientes, ao invés de perseguir um mercado já maduro.
Nesta corrida de produtos cripto na Wall Street, pelo menos quatro grandes instituições estão na disputa, e a diferenciação no design dos produtos está apenas começando.