Você já parou pra pensar em como muita gente tá usando ferramentas antigas pra entender o mercado atual? Pois é, tem uma que ressurgiu com força: o ciclo de Benner. Esse gráfico de previsão econômica tem mais de 150 anos e virou viral entre investidores de varejo, especialmente quem mexe com cripto.



Tudo começou quando Samuel Benner, um agricultor que sofreu pesadas perdas na crise de 1873, resolveu estudar os padrões dos preços. Ele observou que os ciclos solares influenciavam as colheitas, que por sua vez mexiam com os preços agrícolas. A partir daí, criou uma profecia de mercado bem peculiar. No ciclo de Benner, você tem três linhas principais: a Linha A marca anos de pânico, a Linha B indica anos de boom (bom pra vender), e a Linha C destaca anos de recessão (ideais pra comprar e acumular).

O que impressiona é que esse ciclo de Benner se alinhava razoavelmente bem com eventos financeiros importantes. A Grande Depressão de 1929, a bolha das empresas ponto-com, o colapso do COVID-19 - tudo isso bateu com as previsões, com desvios de apenas alguns anos. Segundo análises da Wealth Management Canada, o gráfico sugeriu que 2023 foi o melhor momento pra comprar em tempos recentes, e que 2026 marcaria o próximo grande pico do mercado.

Na comunidade crypto, isso virou combustível pra otimismo. Investidores como mikewho.eth argumentavam que o ciclo de Benner sugeria um pico de mercado em torno de 2025, seguido por correção nos anos subsequentes. A ideia era que o hype em Crypto AI e tecnologia emergente se intensificaria em 2024-2025 antes de uma queda. Muita gente compartilhava esse gráfico como narrativa bullish.

Mas aí as coisas ficaram complicadas. Em abril do ano passado (2025), os mercados reagiram muito mal aos anúncios de novas tarifas. A capitalização total do mercado de cripto caiu de 2,64 trilhões pra 2,32 trilhões. JPMorgan elevou sua probabilidade de recessão global pra 60%, e Goldman Sachs aumentou a previsão pra 45% nos próximos 12 meses - o nível mais alto desde a era pós-pandêmica. Isso colocou bastante pressão na crença do ciclo de Benner.

O trader experiente Peter Brandt foi bem crítico. Ele postou no X que não confiaria muito naquilo, dizendo que o gráfico era mais distrativo do que útil. Argumentava que não conseguia operar com base nele, então pra ele era "um mundo de fantasia".

Mas sabe como é - nem todo mundo abandonou a ideia. O investidor Crynet mantém a fé, argumentando que o pico do mercado em 2026 nos daria mais um ano pra confirmar se a história se repete. Ele reconhece que parece loucura, mas aponta que os mercados são sobre humor, memória e momentum - e às vezes esses gráficos antigos funcionam não porque são mágicos, mas porque muita gente acredita neles.

O curioso é que o interesse de busca pelo ciclo de Benner atingiu o pico recentemente no Google Trends. Isso mostra uma demanda crescente entre investidores de varejo por narrativas otimistas, especialmente em meio a toda essa incerteza econômica e política. Parece que mesmo com os desafios, o ciclo de Benner continua sendo uma ferramenta que muita gente consulta pra formular suas estratégias - seja pra acreditar nele ou pra questionar.
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