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Quais são as armadilhas na seleção de ações com EPS? Um artigo para entender a verdadeira face do lucro por ação
Por que é que os investidores estão todos de olho no EPS?
Lucro por ação (Earnings per share, abreviado EPS) afinal, o que é? Simplificando, é o valor do lucro líquido da empresa distribuído por cada ação ordinária. Em outras palavras, quanto lucro a empresa consegue gerar para cada dólar investido por você — isto é o que o EPS quer te mostrar.
Este indicador é amplamente observado pelos investidores porque reflete diretamente a capacidade de lucro da empresa. Quanto maior o EPS, mais lucro a empresa consegue extrair do mesmo capital social. Quando o mercado acredita que uma empresa pode gerar mais lucros, os investidores geralmente estão dispostos a pagar um preço mais alto por suas ações. Por isso, muitos investidores usam o EPS para comparar o valor de diferentes empresas — empresas com EPS mais alto costumam ser vistas como mais atrativas para investimento.
Como calcular o EPS? Passo a passo
A fórmula do lucro por ação é bem simples:
EPS = (Lucro líquido - Dividendos preferenciais) / Número de ações ordinárias em circulação
Os três variáveis representam:
Pegando como exemplo o relatório financeiro do Bank of America (BAC.US) de 2022:
Na demonstração de resultados, encontramos lucro líquido de $27,528 bilhões e dividendos preferenciais de $1,513 bilhões, além de uma média ponderada de ações emitidas de 8,1137 bilhões de ações. Aplicando na fórmula:
EPS do Bank of America = ($27,528 - $1,513) / 8,1137 = $3,21
Mas, para ser honesto, o investidor geralmente não precisa fazer esse cálculo sozinho. As próprias empresas listadas já calculam o EPS de forma clara na demonstração financeira, basta usar esses números.
Relação delicada entre EPS, preço das ações e dividendos
O EPS e o preço das ações sobem e descem juntos?
Em teoria, um EPS forte deve impulsionar o preço das ações, e vice-versa. Essa relação positiva é: bons dados de lucro aumentam a confiança dos investidores, atraindo mais compras, o que faz o preço subir. E o aumento do preço reforça a posição de mercado da empresa, impulsionando vendas e, por sua vez, elevando o EPS.
Porém, na prática, há situações de “tomar na cara”. Se uma empresa divulgar um EPS abaixo do esperado por Wall Street, mesmo que o EPS esteja crescendo, o preço das ações pode cair — porque o mercado precifica com base nas expectativas. Da mesma forma, se o EPS diminuir, mas superar as expectativas, o preço pode reagir positivamente. Isso mostra uma dura realidade: as expectativas do mercado muitas vezes valem mais do que os números reais.
Qual a diferença entre EPS e dividendos por ação?
Dividendos por ação (DPS) = Dividendos totais / Número de ações emitidas
Rendimento de dividendos = DPS / Preço da ação
O EPS mede quanto lucro a empresa consegue gerar por ação, enquanto o DPS mede quanto a empresa realmente distribui de lucro aos acionistas. A principal diferença é: o EPS é a “capacidade de lucro” da empresa, o DPS é a “capacidade de dividendos” para os acionistas.
Muitas empresas de crescimento (especialmente ações de tecnologia) têm um EPS bom, mas um DPS baixo, porque reinvestem os lucros na expansão dos negócios. Por outro lado, empresas maduras costumam distribuir mais lucros aos acionistas, resultando em um DPS mais alto. Rendimento elevado costuma atrair investidores conservadores, pois aumenta o fluxo de caixa imediato e também indica confiança da empresa na sua lucratividade.
Como escolher ações com base no EPS? Cuidado com esses erros
Muitos iniciantes no mercado cometem erros ao analisar o EPS. Entre eles:
Focar apenas no EPS de um trimestre ou de um ano
Um EPS de um trimestre ou de um ano isolado não diz muita coisa. É preciso observar a tendência. Se uma empresa apresenta crescimento consistente do EPS ano após ano, isso indica uma melhora real na lucratividade, e vale a pena acompanhar. Caso contrário, se o EPS oscila muito ou diminui, é um sinal de alerta.
Comparar EPS diretamente com empresas do mesmo setor
Empresa A tem EPS de $3, e a Empresa B, de $1, não significa que A seja necessariamente melhor. Por quê? Porque o número de ações em circulação pode ser diferente. A Empresa A pode ter feito recompras de ações em grande escala, reduzindo o denominador e artificialmente elevando o EPS. A forma correta de avaliar é usando o índice P/E (preço sobre lucro por ação): preço da ação dividido pelo EPS. Esse indicador mede melhor a avaliação da empresa.
Ignorar os “truques” por trás do EPS
Aqui, nos referimos a ações como recompra de ações, venda de ativos, benefícios fiscais não recorrentes, etc. Por exemplo, uma empresa de restaurantes vende um terreno e registra uma grande receita, fazendo o EPS disparar. Mas essa receita não faz parte do negócio principal e não se repete no próximo ano, o que pode enganar o investidor. Investidores inteligentes eliminam esses itens extraordinários e focam na lucratividade operacional.
Caso de comparação entre Nvidia e Qualcomm
Vamos analisar três gigantes do setor de semicondutores: Nvidia (NVDA.US), Qualcomm (QCOM.US) e AMD (AMD.US), entre 2018 e 2023.
Depois de 2020, a Qualcomm apresentou EPS muito superior às outras duas. Pelo EPS, deveria parecer uma boa escolha. Mas, na prática, a Nvidia teve uma valorização de 251% nesse período, enquanto a Qualcomm cresceu apenas 69%. Uma ação considerada “de alta qualidade” baseada só no EPS teve um retorno decepcionante.
O que isso mostra? Nenhum indicador único consegue contar toda a história de uma ação. O EPS é uma referência, mas deve ser combinado com perspectivas do setor, estratégia da empresa, competitividade, entre outros fatores.
Como consultar o EPS? As formas mais atuais aqui
Consultar diretamente nos relatórios oficiais (mais preciso)
Por exemplo, a Apple (AAPL.US):
Essa é a forma mais confiável, com dados atualizados e precisos. A desvantagem é que é necessário entender inglês financeiro.
Consultar em sites de informações (mais prático, mas com atraso)
Plataformas como SeekingAlpha, Yahoo Finance oferecem dados de EPS gratuitamente. Mas atenção: esses sites fornecem diferentes tipos de EPS — básico, diluído, previsão, TTM (últimos 12 meses). O investidor deve saber qual está procurando. Normalmente, o mais relevante é o EPS básico.
EPS básico e EPS diluído: qual é mais importante?
A maioria conhece só o EPS básico, mas ignora o papel do EPS diluído.
EPS básico = (Lucro líquido - Dividendos preferenciais) / Número de ações em circulação
Reflete a lucratividade atual da empresa.
EPS diluído = (Lucro líquido - Dividendos preferenciais) / (Ações em circulação + ações potencialmente diluídas)
O EPS diluído considera um cenário hipotético: se todas as ações conversíveis, opções de ações de funcionários, títulos conversíveis, etc., forem convertidas em ações ordinárias, qual seria o EPS? Assim, mostra o risco de diluição futura.
Por exemplo, Coca-Cola (KO.US): lucro de $9.542 milhões, ações em circulação de 4.328 milhões, ações potencialmente diluídas de 22 milhões:
EPS básico = $9542 / 4328 = $2,21
EPS diluído = $9542 / (4328 + 22) = $2,19
A diferença é pequena, mas se o número de ações diluídas fosse grande, o EPS diluído poderia cair bastante, alertando para o risco de diluição futura.
FAQ: Perguntas frequentes dos investidores
Q: Quanto de EPS é considerado bom?
Não há um valor absoluto de “bom” ou “ruim”. O importante é a tendência e o comparativo. Se uma empresa apresenta crescimento constante do EPS, isso indica fortalecimento na lucratividade. Comparando com o setor, um EPS mais alto significa que, para o mesmo investimento, você consegue mais lucro. Mas o EPS pode ser distorcido por recompra de ações ou ganhos extraordinários, então não se deve focar só no número.
Q: É possível prever o EPS?
Sim. Analistas de Wall Street fazem projeções de EPS com base na previsão de negócios, mercado, etc. Os investidores podem comparar o EPS real com o previsto para entender se o mercado está otimista ou pessimista. Quando o EPS real supera as expectativas, o preço costuma subir; se fica abaixo, tende a cair.
Q: Por que algumas empresas com EPS baixo têm o preço das ações em alta?
Porque o mercado precifica com base na expectativa futura. Se os investidores acreditam que a empresa terá um crescimento expressivo, mesmo com EPS atual baixo, eles compram. É assim que ações de crescimento muitas vezes têm múltiplos P/E elevados, mesmo com lucros modestos.