Source: PortaldoBitcoin
Original Title: 5 Insights da Devconnect 2025, o maior evento do Ethereum
Original Link:
Entre os dias 16 e 23 de novembro, Buenos Aires foi invadida por criptonativos do mundo inteiro para a Devconnect, maior conferência do ano do Ethereum, que contou com cerca de 15.000 visitantes.
A equipe de Research produziu um relatório com os cinco insighits principais trazidos nas palestras e painéis da conferência Devconnect 2025.
1 – Invisível -> Invencível
O primeiro e mais importante insight é simples e direto:
“Cripto está se tornando invencível, porque está se tornando invisível.”
A frase vem de Camila Russo, durante a conferência DeFi Day Del Sur no dia 19 de novembro.
Camila é uma referência no segmento cripto, tanto com seu trabalho em uma das maiores newsletters e fontes do espaço, o The Defiant, quanto por seu trabalho investigativo sobre a história do Ethereum.
A ideia é que a abstração da complexidade do universo cripto acelere a adoção e facilite o onboarding de bilhões de pessoas às blockchains.
Hoje em dia usamos a internet e pagamentos via cartão de crédito que sequer entendemos como funcionam, bastando que suas complexidades tecnológicas sejam suficientemente abstraídas e deixe o usuário apenas usufruir do seu resultado.
A ideia é que isso ocorrerá com as blockchains nos próximos anos, com cada vez mais transações sendo liquidadas nas mesmas, sem que o usuário final se dê conta, aos poucos engolindo este e outros casos de uso.
Já vimos diversas aplicações nos dias atuais que conseguem atingir níveis de abstração similares aos da web tradicional, como por exemplo os tokens de Renda Fixa Digital, que são registrados e liquidados on chain, mas negociados via plataforma, dando uma experiência igual a da web tradicional. Outro exemplo é a Hyperliquid, blockchain que fornece ferramentas de negociação muito similares às plataformas da web tradicional.
Acreditamos fortemente que o caminho da abstração é o mais poderoso para escalar a adoção e priorizamos projetos que tenham implementado ou tenham em seu roadmap melhorias associadas a experiência do usuário.
2 – Agentes de AI vão revolucionar o mercado financeiro
Um dos maiores pavilhões do evento era só sobre o segmento de inteligência artificial e suas aplicações em cripto, com diversos projetos como ElizaOS, 0G e Virtuals marcando presença.
Além disso, mapeamos o uso de tecnologias de pagamento e identidade de agentes de IA, que acreditamos serem o prelúdio do surgimento de um agente capaz de resolver problemas do mundo real. Esse killer agent tem o potencial de criar uma tendência ainda mais forte do que o e-mail, ou o excel, os já conhecidos killer apps da web tradicional.
3 - Ecossistema cripto na Argentina – Quando cripto realmente resolve problemas
Assim como no Brasil, os argentinos têm uma curiosidade natural em relação a cripto, mas lá, além disso, tem um tempero adicional para a adoção do nosso mercado: a Argentina tem estado em uma posição financeira complexa nas últimas décadas e anos, com alta inflação no Peso e riscos de calotes aumentando.
Isso, combinado a restrições no acesso a dólares, fez com que a adoção de cripto disparasse no país nos últimos anos, sendo um jeito fácil, rápido e conveniente de ter acesso a stablecoins e, como consequência, o dólar, sem as restrições impostas pelas autoridades locais.
Surgiu um movimento de incentivo ao comércio para aceitar criptoativos como pagamento, bem como um sistema de identificação descentralizado e até mesmo um espaço de trabalho e coworking dedicado a comunidade web3, acelerando conexões e expandindo o potencial do ecossistema.
Nesse ponto os argentinos estão muito na nossa frente, mas podemos usar isso como lição e inspiração para avançar cada vez mais a comunidade web3 do Brasil.
4 – DeFi vai engolir o mercado financeiro
Estamos vendo cada vez mais o famoso TradFi (finanças tradicionais, como grandes bancos e gestoras) entrando em cripto, no último ano isso ficou claro com o lançamento de diversos ETFs de BTC e ETH na bolsa americana, bem como o mesmo produto em diversas bolsas ao redor do mundo.
Esse ano testemunhamos a explosão das DATs, as empresas com tesouraria em bitcoin e outros ativos digitais, capitaneadas pela Strategy de Michael Saylor. Essas mais de 350 entidades, entre empresas públicas, privadas e governos, detêm já milhões de unidades do principal criptoativo e ainda tem planos de acumularem cada vez mais.
Nessa mesma onda, vemos também cada vez mais empresas produtizando DeFi, seja como produto final, a exemplo do yield de stablecoins (renda passiva em dólar), seja usando-as como infraestrutura, como na tokenização da renda fixa digital.
Acreditamos que será cada vez mais comum o uso e veremos uma explosão na adoção de DeFi (de forma abstraída) sendo então utilizado por bilhões de pessoas ao redor do globo, de forma descentralizada.
5 – ZkVMs são o futuro do Ethereum
Para os nossos leitores mais técnicos, preparei esse último insight. Vitalik Buterin, na cerimônia de abertura, discursou sobre a história do Ethereum, mas também falou sobre um tópico específico do roadmap, relacionado a escalabilidade e descentralização da rede.
Resumidamente, as provas de conhecimento zero são uma tecnologia que permite a criação de uma prova criptográfica (computacional) de uma certa informação, e isso pode ser usado para dar escalabilidade ou privacidade a uma rede ou aplicação.
Isso pode servir como uma identificação digital privada, ou pode ser usado para empacotar transações de forma compacta e sem revelar os endereços envolvidos.
Agora, Vitalik e outros propõem que a própria máquina virtual, ou seja, o “computador” dentro do Ethereum, tenha suporte nativo a esse tipo de tecnologia. Ela tem o potencial de permitir que nós inteiros da rede rodem em celulares de forma relativamente rápida, representando quase que o Santo Graal da descentralização.
O quanto dessa teoria realmente será revertido em prática? Difícil de saber, mas a tecnologia cresce a um ritmo acelerado. Há três anos atrás ainda não tínhamos rollups de conhecimento zero e hoje eles já são mais de dezenas.
Talvez a zkVM venha antes do planejado, talvez depois, mas sem dúvidas, se entregar todas as expectativas, será revolucionária no que tange a escalabilidade e privacidade, representando um salto sem precedentes na história dos blockchains públicos.
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5 Insights da Devconnect 2025, o maior evento do Ethereum
Source: PortaldoBitcoin Original Title: 5 Insights da Devconnect 2025, o maior evento do Ethereum Original Link: Entre os dias 16 e 23 de novembro, Buenos Aires foi invadida por criptonativos do mundo inteiro para a Devconnect, maior conferência do ano do Ethereum, que contou com cerca de 15.000 visitantes.
A equipe de Research produziu um relatório com os cinco insighits principais trazidos nas palestras e painéis da conferência Devconnect 2025.
1 – Invisível -> Invencível
O primeiro e mais importante insight é simples e direto:
“Cripto está se tornando invencível, porque está se tornando invisível.”
A frase vem de Camila Russo, durante a conferência DeFi Day Del Sur no dia 19 de novembro.
Camila é uma referência no segmento cripto, tanto com seu trabalho em uma das maiores newsletters e fontes do espaço, o The Defiant, quanto por seu trabalho investigativo sobre a história do Ethereum.
A ideia é que a abstração da complexidade do universo cripto acelere a adoção e facilite o onboarding de bilhões de pessoas às blockchains.
Hoje em dia usamos a internet e pagamentos via cartão de crédito que sequer entendemos como funcionam, bastando que suas complexidades tecnológicas sejam suficientemente abstraídas e deixe o usuário apenas usufruir do seu resultado.
A ideia é que isso ocorrerá com as blockchains nos próximos anos, com cada vez mais transações sendo liquidadas nas mesmas, sem que o usuário final se dê conta, aos poucos engolindo este e outros casos de uso.
Já vimos diversas aplicações nos dias atuais que conseguem atingir níveis de abstração similares aos da web tradicional, como por exemplo os tokens de Renda Fixa Digital, que são registrados e liquidados on chain, mas negociados via plataforma, dando uma experiência igual a da web tradicional. Outro exemplo é a Hyperliquid, blockchain que fornece ferramentas de negociação muito similares às plataformas da web tradicional.
Acreditamos fortemente que o caminho da abstração é o mais poderoso para escalar a adoção e priorizamos projetos que tenham implementado ou tenham em seu roadmap melhorias associadas a experiência do usuário.
2 – Agentes de AI vão revolucionar o mercado financeiro
Um dos maiores pavilhões do evento era só sobre o segmento de inteligência artificial e suas aplicações em cripto, com diversos projetos como ElizaOS, 0G e Virtuals marcando presença.
Além disso, mapeamos o uso de tecnologias de pagamento e identidade de agentes de IA, que acreditamos serem o prelúdio do surgimento de um agente capaz de resolver problemas do mundo real. Esse killer agent tem o potencial de criar uma tendência ainda mais forte do que o e-mail, ou o excel, os já conhecidos killer apps da web tradicional.
3 - Ecossistema cripto na Argentina – Quando cripto realmente resolve problemas
Assim como no Brasil, os argentinos têm uma curiosidade natural em relação a cripto, mas lá, além disso, tem um tempero adicional para a adoção do nosso mercado: a Argentina tem estado em uma posição financeira complexa nas últimas décadas e anos, com alta inflação no Peso e riscos de calotes aumentando.
Isso, combinado a restrições no acesso a dólares, fez com que a adoção de cripto disparasse no país nos últimos anos, sendo um jeito fácil, rápido e conveniente de ter acesso a stablecoins e, como consequência, o dólar, sem as restrições impostas pelas autoridades locais.
Surgiu um movimento de incentivo ao comércio para aceitar criptoativos como pagamento, bem como um sistema de identificação descentralizado e até mesmo um espaço de trabalho e coworking dedicado a comunidade web3, acelerando conexões e expandindo o potencial do ecossistema.
Nesse ponto os argentinos estão muito na nossa frente, mas podemos usar isso como lição e inspiração para avançar cada vez mais a comunidade web3 do Brasil.
4 – DeFi vai engolir o mercado financeiro
Estamos vendo cada vez mais o famoso TradFi (finanças tradicionais, como grandes bancos e gestoras) entrando em cripto, no último ano isso ficou claro com o lançamento de diversos ETFs de BTC e ETH na bolsa americana, bem como o mesmo produto em diversas bolsas ao redor do mundo.
Esse ano testemunhamos a explosão das DATs, as empresas com tesouraria em bitcoin e outros ativos digitais, capitaneadas pela Strategy de Michael Saylor. Essas mais de 350 entidades, entre empresas públicas, privadas e governos, detêm já milhões de unidades do principal criptoativo e ainda tem planos de acumularem cada vez mais.
Nessa mesma onda, vemos também cada vez mais empresas produtizando DeFi, seja como produto final, a exemplo do yield de stablecoins (renda passiva em dólar), seja usando-as como infraestrutura, como na tokenização da renda fixa digital.
Acreditamos que será cada vez mais comum o uso e veremos uma explosão na adoção de DeFi (de forma abstraída) sendo então utilizado por bilhões de pessoas ao redor do globo, de forma descentralizada.
5 – ZkVMs são o futuro do Ethereum
Para os nossos leitores mais técnicos, preparei esse último insight. Vitalik Buterin, na cerimônia de abertura, discursou sobre a história do Ethereum, mas também falou sobre um tópico específico do roadmap, relacionado a escalabilidade e descentralização da rede.
Resumidamente, as provas de conhecimento zero são uma tecnologia que permite a criação de uma prova criptográfica (computacional) de uma certa informação, e isso pode ser usado para dar escalabilidade ou privacidade a uma rede ou aplicação.
Isso pode servir como uma identificação digital privada, ou pode ser usado para empacotar transações de forma compacta e sem revelar os endereços envolvidos.
Agora, Vitalik e outros propõem que a própria máquina virtual, ou seja, o “computador” dentro do Ethereum, tenha suporte nativo a esse tipo de tecnologia. Ela tem o potencial de permitir que nós inteiros da rede rodem em celulares de forma relativamente rápida, representando quase que o Santo Graal da descentralização.
O quanto dessa teoria realmente será revertido em prática? Difícil de saber, mas a tecnologia cresce a um ritmo acelerado. Há três anos atrás ainda não tínhamos rollups de conhecimento zero e hoje eles já são mais de dezenas.
Talvez a zkVM venha antes do planejado, talvez depois, mas sem dúvidas, se entregar todas as expectativas, será revolucionária no que tange a escalabilidade e privacidade, representando um salto sem precedentes na história dos blockchains públicos.