Source: PortaldoBitcoin
Original Title: Crédito via blockchain avança e bancos já testam modelos inspirados em DeFi
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Uma das novas fronteiras para o mercado de criptomoedas é criar fluxos de crédito para o sistema financeiro tradicional por meio de estruturas baseadas em smart contracts. O tema ganhou destaque na Blockchain Conference Brasil 2025, realizada em São Paulo.
O debate foi iniciado por Lucca Cantarini, advogado e especialista em Compliance Regulatório Crypto no Nubank, que chamou atenção para o potencial da tecnologia. Segundo ele, protocolos como Aave e Compound permitem que instituições tomem empréstimos e repassem crédito ao cliente final com juros e condições significativamente mais vantajosos.
“Os bancos ignoravam o mercado de stablecoins, mas esse segmento ficou tão grande que se tornou impossível ignorar. Com o mercado de crédito será igual. Quando os valores crescerem, os bancos vão querer adaptar essas ferramentas à sua realidade para não perder o bonde”, afirmou Cantarini.
João Gianvecchio, gerente de ativos digitais do Banco BV, reforçou que os mercados tradicional e cripto tendem a coexistir cada vez mais na oferta de crédito, mas ressaltou que o setor blockchain ainda precisa evoluir.
“O mercado tradicional tem índice de Basileia, regulação sobre alavancagem, balanço de depósito e colateral. Há diversos indicadores e mecanismos de controle para evitar uma quebra sistêmica. As empresas digitais terão que se aproximar desse universo para mitigar riscos”, explicou.
A mesma avaliação foi compartilhada por Gustavo Lopes, da Truther, que destacou a necessidade de o setor cripto incorporar especialistas em análise de risco para estruturar operações mais complexas.
“Usar Bitcoin como colateral para emprestar USDC é relativamente simples. Já operações mais sofisticadas, como usar uma Cédula de Produto Rural tokenizada para oferecer crédito de carbono tokenizado, exigem outro nível de estrutura”, observou.
Daniel Coquieri, CEO da Liqi, lembrou que grandes instituições já estão testando modelos semelhantes aos de protocolos DeFi, mas sem a descentralização completa. Segundo ele, o Itaú utilizou um sistema inspirado no Aave para estruturar uma operação de crédito de R$ 80 milhões — e o Banco BV realizou operação de mesmo valor.
“O uso dessa tecnologia já está acontecendo e tende a crescer. Isso vai se tornar cada vez mais comum”, afirmou Coquieri.
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Crédito via blockchain avança e bancos já testam modelos inspirados em DeFi
Source: PortaldoBitcoin Original Title: Crédito via blockchain avança e bancos já testam modelos inspirados em DeFi Original Link: Uma das novas fronteiras para o mercado de criptomoedas é criar fluxos de crédito para o sistema financeiro tradicional por meio de estruturas baseadas em smart contracts. O tema ganhou destaque na Blockchain Conference Brasil 2025, realizada em São Paulo.
O debate foi iniciado por Lucca Cantarini, advogado e especialista em Compliance Regulatório Crypto no Nubank, que chamou atenção para o potencial da tecnologia. Segundo ele, protocolos como Aave e Compound permitem que instituições tomem empréstimos e repassem crédito ao cliente final com juros e condições significativamente mais vantajosos.
“Os bancos ignoravam o mercado de stablecoins, mas esse segmento ficou tão grande que se tornou impossível ignorar. Com o mercado de crédito será igual. Quando os valores crescerem, os bancos vão querer adaptar essas ferramentas à sua realidade para não perder o bonde”, afirmou Cantarini.
João Gianvecchio, gerente de ativos digitais do Banco BV, reforçou que os mercados tradicional e cripto tendem a coexistir cada vez mais na oferta de crédito, mas ressaltou que o setor blockchain ainda precisa evoluir.
“O mercado tradicional tem índice de Basileia, regulação sobre alavancagem, balanço de depósito e colateral. Há diversos indicadores e mecanismos de controle para evitar uma quebra sistêmica. As empresas digitais terão que se aproximar desse universo para mitigar riscos”, explicou.
A mesma avaliação foi compartilhada por Gustavo Lopes, da Truther, que destacou a necessidade de o setor cripto incorporar especialistas em análise de risco para estruturar operações mais complexas.
“Usar Bitcoin como colateral para emprestar USDC é relativamente simples. Já operações mais sofisticadas, como usar uma Cédula de Produto Rural tokenizada para oferecer crédito de carbono tokenizado, exigem outro nível de estrutura”, observou.
Daniel Coquieri, CEO da Liqi, lembrou que grandes instituições já estão testando modelos semelhantes aos de protocolos DeFi, mas sem a descentralização completa. Segundo ele, o Itaú utilizou um sistema inspirado no Aave para estruturar uma operação de crédito de R$ 80 milhões — e o Banco BV realizou operação de mesmo valor.
“O uso dessa tecnologia já está acontecendo e tende a crescer. Isso vai se tornar cada vez mais comum”, afirmou Coquieri.