Mensagens da BlockBeats, 8 de abril: o mercado viveu, em pouco tempo, uma mudança abrupta que passou de «risco de atualizações generalizadas» para uma «janela de cessar-fogo de duas semanas». À primeira vista, o Irão aceita um cessar-fogo, existem expectativas de reativação no Estreito de Ormuz e um choque extremo na oferta de energia mostra sinais de alívio marginal; mas, do ponto de vista do processo de decisão, esta viragem não se baseia no fim do conflito, e sim em concessões temporárias sob pressão política, necessidade de estabilidade nos mercados financeiros e jogos de negociação, o que significa que o risco de fornecimento apenas é adiado, e não eliminado. Em simultâneo, no interior da Reserva Federal, ainda se sublinham os riscos de subida da inflação e o enfraquecimento do emprego, demonstrando que o ambiente de políticas continua num estado de «resposta passiva a choques de oferta».
Do ponto de vista da política e das reações internacionais, as divergências estruturais estão a alargar-se. Por um lado, os responsáveis da Reserva Federal têm um consenso relativamente ao facto de que um choque energético irá impulsionar a inflação, e a lógica de manter as taxas em níveis elevados não é abalada; por outro lado, os salários no Japão atingiram máximas em várias décadas, reforçando as suas expectativas de aumento das taxas, o que significa que as principais economias globais estão a apertar a liquidez em simultâneo. Esta combinação de «aperto não coordenado» com a incerteza geopolítica faz com que o mercado não consiga formar um ancoradouro estável para as expectativas de taxas de juro. Em paralelo, as instalações energéticas da Rússia foram alvo de ataques e o Irão ainda conserva cartas na manga nas negociações para encerrar o estreito, o que representa que a cadeia de fornecimento de energia continua altamente vulnerável; qualquer acontecimento pode voltar a desencadear uma subida dos preços.