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Visão geral do mercado de 10 de março: o dia mais louco da história para os preços do petróleo, reversão em V nas ações dos EUA
Autor: Deep潮 TechFlow
Ações dos EUA: Luz no fim da guerra, Dow sobe 206 pontos
Na segunda-feira, Wall Street protagonizou uma reversão épica.
O Dow subiu 206 pontos (+0,43%), fechando aos 47.707 pontos, o S&P 500 disparou 0,83% para 6.796 pontos, e o Nasdaq aumentou 1,38% para 22.696 pontos. Esta foi a primeira recuperação geral desde o início da guerra entre EUA e Irã, e também o dia de maior alta em quase duas semanas.
Por que o mercado passou de pânico a celebração de repente? Trump afirmou na manhã de segunda-feira que as ações militares dos EUA no Irã podem “terminar em breve” e que o Estreito de Hormuz está se reabrindo. Essa declaração funcionou como um estimulante, mudando completamente o sentimento do mercado.
Durante o dia, o Dow chegou a cair 600 pontos, mas virou em forma de V e fechou em alta. Essa montanha-russa já se tornou rotina nesta semana — o mercado oscila entre “a escalada da guerra” e “o fim da guerra”.
Desempenho dos setores: ações de chips lideram a alta. Broadcom e AMD subiram mais de 4,6%, Nvidia aumentou 2,73%, e Micron também subiu mais de 5%. O setor de tecnologia foi o principal motor da recuperação, com investidores apostando novamente na narrativa de IA.
30 componentes do Dow: Caterpillar liderou com alta de 3,39%, Nvidia subiu 2,73%, e Amgen aumentou 2,01%. As maiores quedas foram da Cisco (-3,08%), Boeing (-2,70%) e IBM (-2,08%).
As ações financeiras tiveram desempenho fraco, com Wells Fargo continuando a cair. Já o setor de energia apresentou resultados divergentes — apesar da queda no preço do petróleo, algumas ações se recuperaram devido à redução do prêmio de risco causado pela guerra.
Desempenho desde o início do ano: o Dow ainda apresenta queda anual, mas a recuperação de segunda-feira deu esperança aos investidores. Se a guerra realmente terminar nesta semana, março pode se tornar o mês de reversão do mercado.
Preços do petróleo: despencaram de US$ 120 para US$ 90, dia mais louco de sempre
Na segunda-feira, o mercado de petróleo viveu uma oscilação histórica.
O WTI chegou a subir para US$ 119,48 por barril na pré-abertura de domingo, mas despencou na segunda-feira para a faixa de US$ 95-100. O Brent também caiu de US$ 119 no domingo para cerca de US$ 90 no fechamento de segunda-feira.
Uma queda de 25% em um único dia, a maior desde março de 2020.
O catalisador para essa queda foi a discussão na reunião dos ministros das finanças do G7 sobre a liberação de reservas estratégicas de petróleo. Embora o G7 não tenha anunciado ações concretas imediatamente, o mercado já precificou essa expectativa. Mais importante, Trump sugeriu a reabertura do Estreito de Hormuz, desbloqueando 20% do fornecimento global de petróleo.
Porém, o preço do petróleo ainda está 35% acima do nível pré-guerra. Antes da guerra (27 de fevereiro), o WTI estava em torno de US$ 66, agora, mesmo após a queda de US$ 120, permanece na faixa de US$ 90-95, o que equivale a um aumento de cerca de 40% em relação ao pré-guerra. A dúvida do mercado é: a guerra realmente acabou? Ou é apenas um cessar-fogo temporário?
Movimentos delicados da OPEP+: Arábia Saudita começou a reduzir a produção de petróleo na segunda-feira, tornando-se mais um país do Golfo afetado pela crise de Hormuz, após Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Mesmo com o fim da guerra, a recuperação da capacidade de produção levará tempo.
Ouro: prêmio de risco da guerra desaparece, cai abaixo de US$ 5.100
Na segunda-feira, o ouro caiu 1,91%, para US$ 5.081 por onça, uma perda diária de US$ 92. A prata também caiu 1,16%, para US$ 83,51.
Por que ativos de refúgio caíram? Trump deu sinais de que a guerra está chegando ao fim, o apetite ao risco voltou ao mercado, e o dinheiro saiu do ouro para ações e criptomoedas. O fortalecimento do dólar também pressionou o preço do ouro cotado em dólares.
No entanto, o ouro ainda está em níveis históricos elevados. Em 29 de janeiro deste ano, atingiu uma máxima histórica de US$ 5.595. Apesar da queda, ainda está mais de 100% acima do valor de um ano atrás. A longo prazo, riscos geopolíticos, pressões inflacionárias e expectativas de corte de juros pelo Fed continuam sustentando o ouro.
A World Gold Council alerta: se os preços do petróleo continuarem a subir e os rendimentos dos títulos do Tesouro também aumentarem, o ouro poderá enfrentar pressões estruturais. Preços elevados do petróleo elevam as expectativas de inflação, forçando o Fed a manter juros altos, o que aumenta o custo de oportunidade de manter ouro.
Criptomoedas: Bitcoin mantém US$ 67.000, sentimento de mercado cautelosamente otimista
Na segunda-feira, o mercado de criptomoedas permaneceu estável.
O Bitcoin está em torno de US$ 67.146, com leve alta nas últimas 24 horas, e o valor total de mercado das criptomoedas é aproximadamente US$ 2,44 trilhões, com o Bitcoin representando 56,8%.
O desempenho do Bitcoin na segunda-feira foi mais estável do que o das ações dos EUA. Apesar da reversão em V do mercado acionário, o Bitcoin não apresentou grande volatilidade e manteve o suporte em US$ 67.000. Isso indica que os investidores em criptomoedas estão menos sensíveis às notícias geopolíticas — as notícias de guerra não provocaram mais vendas de pânico como na semana passada.
O ETF de Bitcoin à vista teve uma entrada líquida de US$ 568 milhões na semana passada (de 2 a 6 de março), duas semanas consecutivas de fluxo positivo, revertendo a tendência de saída de fevereiro. A BlackRock transferiu 2.200 bitcoins para a Coinbase, avaliado em US$ 149 milhões, sinalizando entrada contínua de fundos institucionais.
Análise técnica: Bitcoin ainda oscila entre US$ 65.000 e US$ 75.000. Se a guerra realmente acabar, o petróleo cair, a inflação diminuir e as expectativas de corte de juros do Fed aumentarem, o Bitcoin pode desafiar novamente US$ 75.000. Mas, se for apenas um cessar-fogo temporário, o mercado continuará cauteloso.
Segundo dados do Polymarket, a probabilidade de o Bitcoin atingir US$ 75.000 em março é de 45,5%, e até o final do ano, essa probabilidade sobe para 86,5%.
Resumo de hoje: Luz no fim da guerra acende a recuperação, mas o mercado ainda precisa de confirmação
Em 10 de março, o conflito entre EUA e Irã entra no 11º dia, e o mercado registra sua primeira recuperação geral:
Ações dos EUA: Dow sobe 206 pontos (+0,43%), S&P 500 avança 0,83%, Nasdaq sobe 1,38%. Ações de chips lideram, com Broadcom e AMD subindo mais de 4,6%, Nvidia +2,73%. O Dow chegou a cair 600 pontos durante o dia, mas virou em V, com investidores apostando na finalização da guerra.
Preços do petróleo: caíram de US$ 120 para US$ 90-95, uma queda de mais de 25%, maior desde março de 2020. Trump sugeriu que a ação militar está perto do fim, o Estreito de Hormuz reabre, e o G7 discute liberar reservas estratégicas. Ainda assim, o petróleo permanece 35-40% acima do nível pré-guerra.
Ouro: caiu 1,91%, para US$ 5.081, com o prêmio de risco da guerra desaparecendo e o apetite ao risco voltando.
Criptomoedas: Bitcoin mantém US$ 67.000, valor de mercado de US$ 2,44 trilhões. Fluxo líquido positivo em ETFs de Bitcoin por duas semanas consecutivas, com entrada contínua de fundos institucionais. Sentimento de mercado cautelosamente otimista.
Agora, a única questão que importa: a guerra realmente acabou?
Se as palavras de Trump forem verdade, e o Estreito de Hormuz reabrir completamente nesta semana, o petróleo deve continuar caindo para US$ 70-80, as ações dos EUA terão forte recuperação, e o Dow pode voltar a atingir 48.000-49.000 pontos.
Por outro lado, se for apenas um cessar-fogo temporário, o Irã pode reagir a qualquer momento, o petróleo pode disparar novamente, e o mercado entrará em pânico mais uma vez.
Pelo menos por hoje, um sinal está bem claro: os investidores estão apostando antecipadamente na finalização da guerra. A queda de 25% no petróleo, a reversão em V nas ações e a queda do ouro indicam que Wall Street acredita que o pior já passou.