Lembro-me de quando o Bitcoin surgiu em 2009, ninguém o levava a sério. A promessa de dinheiro sem controlo estatal, total confidencialidade, direitos iguais para todos — soava como uma utopia. Mas depois, em 2013, quando o preço ultrapassou algumas centenas de dólares, tudo mudou. As criptomoedas começaram a crescer de verdade, e hoje... é difícil até calcular quantas criptomoedas existem realmente.



Se acreditarmos nas estatísticas, até 2024 o número de criptomoedas aproximava-se de 10 000. Mas há um detalhe — muitas delas estão simplesmente inativas ou abandonadas. Outras fontes falam em 20 000 criptomoedas no mundo. Segundo os principais agregadores, o CoinMarketCap monitorava cerca de 9916 criptomoedas, e o CoinGecko mais de 15 000. O número está sempre a mudar, mas o mais importante — agora são muito mais do que há alguns anos atrás.

Por que há tantas moedas? É simples — a tecnologia blockchain tornou-se mais acessível. Se antes era preciso criar a sua própria blockchain do zero, agora plataformas como o Ethereum permitem aos desenvolvedores lançar tokens em poucas horas. A barreira de entrada baixa levou a uma explosão de projetos. Cada um promete algo único: uns aceleram transações, outros adicionam privacidade, outros apostam em mercados de nicho — jogos, arte, logística. Isso estimula experimentos constantes, embora muitos projetos não sobrevivam.

Agora, sobre os tipos. Em primeiro lugar, o próprio Bitcoin e seus forks como o Bitcoin Cash — são tentativas de melhorar a ideia original. Depois, as altcoins — tudo o que oferece algo novo. Ethereum com contratos inteligentes, Solana com transações rápidas. Existem stablecoins como o Tether, atreladas ao dólar, para evitar volatilidade. Memes como Dogecoin e Shiba Inu tornaram-se memes literalmente. E os tokens utilitários — Chainlink para oráculos, Uniswap para comércio descentralizado.

Mas aqui está o ponto: quantas criptomoedas existem — não é a questão principal. A principal — quantas delas são realmente relevantes? Resposta: muito poucas. O Bitcoin continua a ser o rei, a primeira e mais valiosa criptomoeda. Ethereum — o segundo peso pesado, motor do DeFi e NFT. Solana provou que é possível escalar rapidamente. O resto — são principalmente projetos experimentais com futuro incerto.

Memes atraem atenção por momentos virais, mas o valor a longo prazo — é uma grande questão. O mundo das criptos evolui rapidamente, mas na prática, poucas mudaram a indústria. Quem realmente fez isso, ainda lidera. Se olharmos para o mercado agora, percebemos que por trás de todas essas milhares de criptomoedas, existem apenas alguns projetos verdadeiramente relevantes. O resto — são ou inovações experimentais, ou pura especulação.
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