Kim Yong-beom, exorta a uma reformulação fundamental do sistema de empréstimos de crédito na Coreia do Sul

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O chefe do Gabinete de Políticas da Casa Azul, Kim Yong-beom, afirmou que o sistema de empréstimos de crédito na Coreia apresenta falhas estruturais, que empurram os tomadores de empréstimos mais vulneráveis para fora do sistema, e instou o setor financeiro e as autoridades a uma reformulação fundamental.

De acordo com informações do setor financeiro e de fontes dentro e fora da Casa Presidencial, o chefe do Gabinete publicou, de 1 a 3 de janeiro, três artigos intitulados “Série de Estruturas Financeiras”, nos quais criticou fortemente o avaliação de crédito e o sistema de empréstimos atuais. Sua preocupação surgiu de uma pergunta do presidente Lee Jae-myung: “Por que as pessoas mais ricas desfrutam das taxas de juros mais baixas, enquanto as mais desesperadas pagam as mais altas?” Kim explicou que inicialmente achou que essa questão desviava dos princípios básicos das finanças, mas, após refletir repetidamente, percebeu que ela levantava uma questão fundamental sobre a razão de existir do sistema financeiro.

Ele destacou especialmente que, embora o nível de crédito seja apenas o resultado de condensar a complexidade da vida de uma pessoa em um número, na prática, ele funciona quase como um padrão absoluto. Desde a crise financeira de 2008, essa tendência se intensificou, com as instituições financeiras não mais buscando incluir tomadores de risco elevado, mas sim elevando ainda mais os requisitos. Kim diagnosticou que, nesse processo, os indivíduos com baixa pontuação de crédito não apenas enfrentam taxas de juros elevadas, mas também perdem completamente a oportunidade de acessar o sistema financeiro formal; enquanto os tomadores de crédito de nível intermediário também são excluídos devido aos altos custos de gestão. Ele qualificou isso como uma contradição estrutural que não é uma consequência acidental do sistema financeiro coreano, mas uma consequência de uma lógica de custo e eficiência que, na prática, a tolera.

Quanto às soluções, Kim diferenciou os papéis dos diversos atores financeiros e apresentou suas demandas. Ele pediu aos bancos comerciais que abandonem a prática de conceder empréstimos centrados nos credores de alta classificação, e que adotem uma estrutura de empréstimos que inclua também os de classificação intermediária. Ele destacou que os bancos digitais não devem se limitar a uma seleção baseada apenas em registros de inadimplência passados ou histórico de uso de cartão de crédito, o chamado “colher cerejas”. Para as instituições de microfinanças, afirmou que é necessário ajustar o modelo operacional atual e considerar a introdução de novas entidades. Também criticou as autoridades financeiras por não agirem além da gestão de solidez, alimentando a expansão de áreas financeiras de risco.

Kim também admitiu que ele próprio participou do desenho e operação desse sistema, e que não pode se isentar de culpa. Mencionando sua experiência como vice-presidente do Comitê Financeiro e primeiro oficial do Ministério do Planejamento e Finanças, descreveu-se como um “cómplice” do sistema — uma expressão que, mais do que uma mera figura de linguagem, reflete uma autorreflexão de quem foi um designer de políticas. Isso também foi interpretado como um sinal de que o novo governo pretende avaliar suas políticas não apenas pela estabilidade financeira, mas também pela inclusão e acessibilidade.

O mercado está atento para saber se as questões levantadas por Kim levarão a uma reforma do sistema. Como os empréstimos de crédito envolvem áreas interligadas, como a saúde financeira dos bancos, a gestão da dívida familiar e o suporte financeiro aos cidadãos comuns, mudanças de grande escala e velocidade não são fáceis. No entanto, dado que os principais assessores da Casa Presidencial já apontaram publicamente para a estrutura de empréstimos de crédito como alvo, é possível que discussões sobre ampliar os empréstimos para credores de baixa e média classificação, aprimorar os métodos de avaliação de crédito e reestruturar o sistema de oferta de microfinanças se intensifiquem. Essa tendência pode se tornar uma oportunidade para que as políticas financeiras futuras passem de uma gestão de risco puramente tradicional para uma abordagem que priorize a melhoria da acessibilidade financeira.

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