Os mercados agrícolas globais da semana de 27 de abril a 2 de maio mostraram uma divergência clara, com trigo, algodão e gado a destacarem-se, enquanto milho, soja e arroz permaneceram mais cautelosos.


📌 Os mercados agrícolas não subiram de forma generalizada na semana passada, mas inclinaram-se para uma valorização seletiva. O trigo liderou a movimentação, pois a seca nas Planícies do Sul enfraqueceu as condições do trigo de inverno dos EUA, enquanto o milho e a soja permaneceram dentro de uma faixa devido ao progresso sólido no plantio nos EUA e à abundância de oferta na América do Sul.
🌾 O foco mais claro foi no trigo, com apenas cerca de 30% da colheita classificada como boa a excelente, mostrando uma pressão climática mais forte do que outros segmentos de grãos. Mesmo após a realização de lucros no final da semana, o mercado manteve um prêmio de risco, pois os traders não conseguiam precificar totalmente a ameaça de clima seco que se estendia até maio.
⛽ Os preços elevados de energia continuaram a apoiar óleos vegetais e a procura por biocombustíveis, ajudando indiretamente o óleo de soja, óleo de palma, canola e parte do complexo da soja. No entanto, a soja ainda tinha um limite devido à grande colheita do Brasil, enquanto o óleo de palma enfrentava pressão de curto prazo devido à fraqueza das exportações malasianas após o período de férias.
⚠️ O risco de fertilizantes permanece uma variável mais importante de médio prazo, pois tensões em torno do Irã e do Estreito de Hormuz mantiveram os preços de ureia e outros fertilizantes elevados. Se os custos de insumos não diminuírem rapidamente, os agricultores podem ajustar as decisões de plantio para a próxima temporada, enquanto os riscos de rendimento global também podem aumentar.
🐄 Fora dos grãos, o gado e o algodão foram dois pontos brilhantes notáveis. O gado foi apoiado por estoques menores de carne bovina e oferta restrita, enquanto o algodão ganhou com os riscos de seca no Texas e a renovação das compras por fundos após um período de cautela prolongado.
🔎 Por outro lado, o arroz ajudou a equilibrar o quadro mais amplo, pois os altos estoques nos EUA e globalmente, combinados com o comércio fraco, limitaram o ímpeto de alta. A grande oferta do Brasil e da região do Mar Negro também impediu que as altas nos preços dos grãos se expandissem demasiado rapidamente.
✅ Na próxima semana, o mercado focará no Progresso da Colheita, no clima das Planícies e do Meio-Oeste, nos preços de ureia, nos desenvolvimentos em Hormuz e no relatório WASDE de 12 de maio. Se o clima nos EUA não melhorar e os custos de fertilizantes permanecerem altos, os mercados agrícolas podem continuar a manter uma tendência positiva seletiva, embora recuos técnicos ainda possam ocorrer após a recente valorização.
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