Acabei de entender o novo relatório do FBI sobre cibercrime em 2025 — os números são simplesmente chocantes. O relatório básico de crimes mostra que as perdas ultrapassaram 20 bilhões de dólares, e isso mesmo com mais de um milhão de denúncias. Fraudes com criptomoedas representaram 11,4 bilhões desse total — quase 56% de todos os prejuízos.



A parte mais preocupante deste relatório de criminalidade é quem se torna vítima. Pessoas com mais de 60 anos sofreram perdas de 2,76 bilhões exatamente por fraudes com criptomoedas. Não é apenas um número, são pessoas que confiaram suas economias a golpistas. Elas se tornam alvo porque têm menos conhecimento sobre caixas eletrônicos de criptomoedas, códigos QR e novos esquemas de pagamento.

Mas o que é realmente vil — são as chamadas fraudes de recuperação, quando a vítima já foi enganada uma vez, e depois aparecem “salvadores” prometendo devolver o dinheiro. Essa categoria de perdas para idosos totalizou 5,4 bilhões. É uma fraude secundária, que funciona porque as pessoas já estão em estado de pânico.

A estatística geral por tipos de crime mostra o phishing em primeiro lugar (191 mil denúncias), mas as fraudes de investimento roubam mais dinheiro — 8,6 bilhões. Suporte técnico/atendimento ao cliente — mais 2,1 bilhões. Todos esses são esquemas clássicos que funcionam há anos.

Agora, sobre a principal tendência — IA. O FBI registrou mais de 22 mil denúncias relacionadas ao uso de inteligência artificial em fraudes. As perdas por elas — 893 milhões. Não é apenas uma ferramenta, é um avanço de escala na fraude. Deepfakes de voz, vídeos sintetizados com celebridades, e-mails no estilo do CEO — tudo isso agora pode ser criado por uma única pessoa em poucos minutos.

Em fraudes de investimento usando IA, as perdas totalizaram 632 milhões. Imagine: um vídeo falso de um investidor famoso, uma carta convincente, uma mensagem personalizada só para você. A barreira de entrada para criminosos caiu drasticamente.

Por tipos de ameaças cibernéticas, lideram vazamentos de dados (39%) e ransomware (36%). O FBI citou as principais variantes de malware: Akira, Qilin, BianLian, Play. Esses grupos são sérios, as perdas de um incidente de ransomware podem chegar a milhões.

Um ponto positivo — as autoridades conseguiram resultados. Através do FFKC, congelaram 679 milhões em 3,9 mil casos. Na operação Level Up, alertaram mais de 8 mil potenciais vítimas e salvaram 500 milhões para elas. Operações conjuntas com a Índia resultaram em 475 prisões na luta contra fraudes por call centers.

O que tudo isso significa? Em primeiro lugar, as criptomoedas continuam sendo o principal canal para lavagem de dinheiro e transferências ilícitas. Em segundo, a fraude se industrializou — não são mais golpes aleatórios, mas operações refinadas. Em terceiro, a IA transformou tudo isso em um processo automatizado. E, em quarto lugar, os idosos não são apenas um grupo vulnerável, são um público-alvo que os criminosos estudaram e exploram sistematicamente.

Para as pessoas comuns, a conclusão é simples: desenvolva habilidades de reconhecimento de fraudes, seja cético com ofertas inesperadas, verifique informações por canais independentes. Para empresas e reguladores — é hora de atuar seriamente na identificação de fluxos suspeitos de fundos e anomalias comportamentais em nível técnico. Este relatório de crimes mostra que o problema não vai desaparecer por si só.
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