Os preços da energia no atacado estão a cair, mas as faturas das casas estão a subir devido à manutenção da rede, encargos de políticas e custos de equilíbrio das energias renováveis.
Grupos vulneráveis, como pessoas mais velhas e agregados familiares com deficiência, enfrentam o impacto mais severo, frequentemente forçados a fazer cortes inseguros.
O aumento do limite de preço expõe um conflito mais profundo entre os objetivos de energia limpa, a equidade social e a crise do custo de vida no Reino Unido.
POR QUE AS CONTAS ESTÃO A AUMENTAR QUANDO OS PREÇOS NO ATACADO CAEM?
A partir de outubro, a Ofgem irá aumentar o limite de preço da energia em 2%, acrescentando cerca de £35 à fatura anual média e elevando-a para aproximadamente £1,755. No papel, o aumento parece modesto — mas o timing e os fatores que o impulsionam tornam-no mais significativo. Os preços grossistas de gás e eletricidade caíram na verdade cerca de 2% no último trimestre, no entanto, as faturas das famílias continuam a subir. A razão reside em outros custos: a manutenção da rede, encargos de política e a despesa de equilibrar as energias renováveis.
O "Desconto em Casa Quente" expandido do governo, por exemplo, dá a 2,7 milhões de famílias de baixos rendimentos £150 de desconto nas suas faturas, mas o esquema é financiado por todos os consumidores. Ao mesmo tempo, a volatilidade do vento e do solar significa custos de equilíbrio mais elevados para a rede. O resultado é um paradoxo que frustra muitos: os preços grossistas estão em queda, mas as faturas estão em alta.
O "INVERNO" PARA ORÇAMENTOS FAMILIARES
Para famílias que já estão sob pressão, £35 não é apenas troco. Isso vem após anos de aumentos acentuados. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, as contas de energia anuais médias subiram cerca de £600. A dívida energética das famílias atingiu um recorde de £4,1 bilhões no último inverno. As taxas fixas — taxas que se aplicam independentemente do consumo — agora representam quase um quinto da conta típica.
Mesmo reduzir o consumo de energia e aquecimento não escapa a esses custos. À medida que os meses mais frios se aproximam, o aumento do consumo irá amplificar a pressão. Para muitos, a questão já não é sobre cortar custos, mas se podem permitir-se aquecer suas casas, comprar comida e pagar o aluguel ao mesmo tempo.
O CUSTO PESADO PARA GRUPOS VULNERÁVEIS
O impacto mais severo cai sobre aqueles que menos conseguem lidar. Mais de um milhão de lares mais velhos já estão em pobreza energética, com alguns mantendo o aquecimento desligado, indo para a cama mais cedo, ou passando horas em espaços públicos apenas para se manterem aquecidos.
As pessoas com deficiência enfrentam um desafio ainda mais acentuado: cadeiras de rodas elétricas, máquinas de oxigênio e outros equipamentos essenciais aumentam o consumo de eletricidade, e estes são custos que não podem ser cortados. As instituições de caridade alertam para "cortes perigosos" — pessoas desligando dispositivos médicos ou pulando aquecimento necessário para economizar dinheiro. Para esses grupos, a energia não é mais apenas outra conta. É uma questão de saúde, dignidade e, às vezes, sobrevivência.
A LUTA POLÍTICA E SOCIAL
A reação pública foi rápida. O Guardian destacou como os custos das políticas compensaram os preços grossistas mais baixos, enquanto os meios de comunicação de direita apontaram para a despesa oculta dos impostos verdes. Nas redes sociais, a frustração é generalizada, e as instituições de caridade afirmam que esperam mais pedidos de ajuda neste inverno.
Politicamente, o Labour culpa anos de erros dos Conservadores por deixarem o Reino Unido dependente de combustíveis fósseis caros. Os ministros contra-argumentam que apenas a aceleração das energias renováveis e da energia nuclear pode garantir contas estáveis a longo prazo. O debate captura uma realidade contundente: um aumento de 2% pode parecer menor, mas expõe o conflito mais profundo entre os objetivos de energia limpa, a equidade social e a crise do custo de vida.
〈Ofgem Aumenta o Teto de Preços de Energia, Aumentando a Pressão no Inverno〉Este artigo foi publicado pela primeira vez na "CoinRank".
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A Ofgem Aumenta o Teto de Preços de Energia, Acrescentando Pressão no Inverno
Os preços da energia no atacado estão a cair, mas as faturas das casas estão a subir devido à manutenção da rede, encargos de políticas e custos de equilíbrio das energias renováveis.
Grupos vulneráveis, como pessoas mais velhas e agregados familiares com deficiência, enfrentam o impacto mais severo, frequentemente forçados a fazer cortes inseguros.
O aumento do limite de preço expõe um conflito mais profundo entre os objetivos de energia limpa, a equidade social e a crise do custo de vida no Reino Unido.
POR QUE AS CONTAS ESTÃO A AUMENTAR QUANDO OS PREÇOS NO ATACADO CAEM?
A partir de outubro, a Ofgem irá aumentar o limite de preço da energia em 2%, acrescentando cerca de £35 à fatura anual média e elevando-a para aproximadamente £1,755. No papel, o aumento parece modesto — mas o timing e os fatores que o impulsionam tornam-no mais significativo. Os preços grossistas de gás e eletricidade caíram na verdade cerca de 2% no último trimestre, no entanto, as faturas das famílias continuam a subir. A razão reside em outros custos: a manutenção da rede, encargos de política e a despesa de equilibrar as energias renováveis.
O "Desconto em Casa Quente" expandido do governo, por exemplo, dá a 2,7 milhões de famílias de baixos rendimentos £150 de desconto nas suas faturas, mas o esquema é financiado por todos os consumidores. Ao mesmo tempo, a volatilidade do vento e do solar significa custos de equilíbrio mais elevados para a rede. O resultado é um paradoxo que frustra muitos: os preços grossistas estão em queda, mas as faturas estão em alta.
O "INVERNO" PARA ORÇAMENTOS FAMILIARES
Para famílias que já estão sob pressão, £35 não é apenas troco. Isso vem após anos de aumentos acentuados. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, as contas de energia anuais médias subiram cerca de £600. A dívida energética das famílias atingiu um recorde de £4,1 bilhões no último inverno. As taxas fixas — taxas que se aplicam independentemente do consumo — agora representam quase um quinto da conta típica.
Mesmo reduzir o consumo de energia e aquecimento não escapa a esses custos. À medida que os meses mais frios se aproximam, o aumento do consumo irá amplificar a pressão. Para muitos, a questão já não é sobre cortar custos, mas se podem permitir-se aquecer suas casas, comprar comida e pagar o aluguel ao mesmo tempo.
O CUSTO PESADO PARA GRUPOS VULNERÁVEIS
O impacto mais severo cai sobre aqueles que menos conseguem lidar. Mais de um milhão de lares mais velhos já estão em pobreza energética, com alguns mantendo o aquecimento desligado, indo para a cama mais cedo, ou passando horas em espaços públicos apenas para se manterem aquecidos.
As pessoas com deficiência enfrentam um desafio ainda mais acentuado: cadeiras de rodas elétricas, máquinas de oxigênio e outros equipamentos essenciais aumentam o consumo de eletricidade, e estes são custos que não podem ser cortados. As instituições de caridade alertam para "cortes perigosos" — pessoas desligando dispositivos médicos ou pulando aquecimento necessário para economizar dinheiro. Para esses grupos, a energia não é mais apenas outra conta. É uma questão de saúde, dignidade e, às vezes, sobrevivência.
A LUTA POLÍTICA E SOCIAL
A reação pública foi rápida. O Guardian destacou como os custos das políticas compensaram os preços grossistas mais baixos, enquanto os meios de comunicação de direita apontaram para a despesa oculta dos impostos verdes. Nas redes sociais, a frustração é generalizada, e as instituições de caridade afirmam que esperam mais pedidos de ajuda neste inverno.
Politicamente, o Labour culpa anos de erros dos Conservadores por deixarem o Reino Unido dependente de combustíveis fósseis caros. Os ministros contra-argumentam que apenas a aceleração das energias renováveis e da energia nuclear pode garantir contas estáveis a longo prazo. O debate captura uma realidade contundente: um aumento de 2% pode parecer menor, mas expõe o conflito mais profundo entre os objetivos de energia limpa, a equidade social e a crise do custo de vida.
〈Ofgem Aumenta o Teto de Preços de Energia, Aumentando a Pressão no Inverno〉Este artigo foi publicado pela primeira vez na "CoinRank".