Interessante notar como quando pensamos nos países mais ricos do mundo, a maioria de nós pensa imediatamente aos Estados Unidos. Faz sentido, já que é a maior economia em absoluto. Mas aqui vai a reviravolta: se olharmos para o PIB per capita, o quadro muda drasticamente. Pequenos países como Luxemburgo, Cingapura e Irlanda deixam os EUA para trás de longe.



O que torna esses países tão prósperos? Principalmente três fatores: governos estáveis, força de trabalho altamente qualificada e ambientes que facilitam os negócios. Luxemburgo é o exemplo perfeito. Antes era rural, hoje atingiu US$ 154.910 per capita graças aos seus serviços financeiros e bancários. Cingapura, com apenas US$ 153.610 per capita, passou de país em desenvolvimento a um centro econômico global em poucas décadas. Incrível.

Depois, há os gigantes dos recursos naturais. Catar e Noruega construíram sua riqueza explorando petróleo e gás. O Catar, com US$ 118.760 per capita, diversificou investindo em turismo e tecnologia. A Noruega, com US$ 106.540 per capita, era a mais pobre da Escandinávia até a descoberta do petróleo no século XX. Mudança total.

Macau é um caso fascinante: US$ 140.250 per capita graças ao jogo e turismo. A Irlanda, por sua vez, fez o contrário da Noruega. Era protecionista, estagnava nos anos 50, depois abriu a economia e teve um boom: US$ 131.550 per capita. Hoje, é um centro para farmacêutica e software.

Olhe para a Guiana, que entrou no top 10 com US$ 91.380 per capita após a descoberta de petróleo offshore em 2015. Crescimento explosivo em poucos anos. Brunei Darussalam, com US$ 95.040 per capita, depende muito do petróleo, mas está tentando diversificar com turismo e branding halal.

E depois há os países mais ricos do mundo que fazem economia de uma maneira completamente diferente. Suíça, com US$ 98.140 per capita, não possui recursos naturais importantes. Tem relógios de luxo (Rolex, Omega), multinacionais como Nestlé, ABB, e um ambiente incrivelmente inovador. Está no topo do Índice Global de Inovação desde 2015.

Os Estados Unidos, décimos entre os países mais ricos do mundo pelo PIB per capita (US$ 89.680), continuam sendo a maior economia em absoluto. Têm Wall Street, Nasdaq, o dólar como moeda de reserva global, e investem 3,4% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. Mas aqui está o problema: também possuem a maior desigualdade de renda entre os países desenvolvidos e uma dívida nacional que ultrapassou US$ 36 trilhões.

O PIB per capita é uma medida interessante porque mostra a renda média por pessoa, mas não conta toda a história. Não captura as desigualdades internas. Um país pode ter um PIB per capita altíssimo, mas ainda assim ter áreas de pobreza. Este é o limite de usar apenas essa métrica para avaliar a qualidade de vida.
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