Quando você começa a entender de criptomoedas, logo se depara com uma série de termos específicos. Um deles são short e long, que aparecem constantemente nas conversas sobre trading. Honestamente, quando ouvi essas palavras pela primeira vez, pareciam alguma espécie de magia. Mas na verdade, tudo é bastante lógico, se você entender.



A história desses termos remonta a tempos bastante antigos. Segundo uma das versões, as primeiras menções ocorreram ainda no meio do século XIX em jornais de comércio. A lógica por trás dos nomes é simples: long (do inglês long — longo) é usado quando você espera que o ativo valorize e está disposto a manter a posição por um tempo, porque os preços não sobem instantaneamente. Short (do inglês short — curto) é uma aposta na queda, e geralmente é realizada de forma mais rápida.

Então, o que exatamente essas posições significam? Long é quando você compra um ativo agora, esperando que ele valorize. Por exemplo, você vê que um token está custando $100 e acha que logo vai valer $150. Simplesmente compra e espera. O lucro é a diferença entre o preço de entrada e de saída. Tudo bem simples.

Short funciona ao contrário. Você pega um ativo na exchange, vende imediatamente pelo preço atual, e depois espera o preço cair. Então, compra de volta por um valor menor e devolve para a exchange. O lucro é o restante após as taxas. Parece mais complicado, mas na prática isso acontece com um clique na plataforma de trading.

Na comunidade de criptomoedas, fala-se frequentemente de touros e ursos. Os touros são aqueles que acreditam na alta do mercado e abrem posições longas. Eles, de certa forma, empurram os preços para cima com seus chifres. Os ursos, ao contrário, esperam a queda e abrem posições short, pressionando os preços. Daí vêm os nomes de mercado de touro e de urso.

Se falarmos de futuros, é exatamente eles que permitem negociar shorts de verdade. No mercado à vista, você só pode comprar e vender. Mas com os futuros, você pode lucrar com a queda do preço sem precisar possuir o ativo em si. A maioria usa contratos perpétuos — que não têm data de vencimento, então você pode manter a posição pelo tempo que precisar.

Uma coisa importante é a cobertura (hedge). É quando você abre posições opostas para se proteger. Por exemplo, você acredita que o Bitcoin vai subir e abre um long de 2 BTC. Mas, por precaução, abre um short de 1 BTC. Se o preço subir — terá lucro, mas menor do que poderia. Se cair — terá prejuízo, mas também menor. É uma espécie de seguro, mas que custa dinheiro na forma de lucro não realizado.

Existem também riscos que não podem ser ignorados. A liquidação é quando a plataforma fecha sua posição de forma forçada, se a garantia não for suficiente. Normalmente, antes disso, chega uma chamada de margem (margin call), pedindo para você reforçar a margem. Se não fizer isso, a posição será fechada automaticamente ao atingir um determinado nível de preço.

Quanto aos prós e contras, as posições longas são mais intuitivas — é simplesmente comprar o ativo. Shorts exigem mais experiência e atenção, porque as quedas acontecem mais rápido e são menos previsíveis. Muitos usam alavancagem para aumentar o lucro, mas isso também aumenta os riscos. É preciso monitorar constantemente o nível de margem.

No final das contas: long e short são apenas ferramentas que permitem aos traders lucrar tanto com a alta quanto com a baixa dos preços. Os touros apostam no long, os ursos no short. Os futuros tornam isso possível. Mas lembre-se, fundos emprestados e alavancagem são uma faca de dois gumes. Podem gerar grandes lucros, mas também riscos proporcionais. O mais importante é saber gerenciar esses riscos e não esquecer dos stops.
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