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Já se perguntou sobre as pessoas que estiveram lá no início absoluto? Acabei de aprender algo incrível sobre Hal Finney que me fez repensar como falamos sobre os primeiros dias do Bitcoin.
Este homem foi literalmente a segunda pessoa na rede Bitcoin. Em 9 de janeiro de 2009 — poucos dias após o Satoshi lançá-lo — ele recebeu a primeira transação de Bitcoin de sempre. Dez moedas. Naquele momento, havia apenas duas pessoas a operar a rede. Duas. E agora o Bitcoin vale mais de um trilhão de dólares. Essa é a espécie de história de origem que a maioria das pessoas simplesmente ignora.
Hal Finney não era apenas um utilizador inicial qualquer. O homem era um génio da criptografia que percebeu imediatamente o que o Satoshi tinha realmente construído. Ele não apenas descarregou o software e assistiu — ele ajudou ativamente a desenvolvê-lo, corrigiu vulnerabilidades, contribuiu para fazer o Bitcoin realmente funcionar. Sem as suas contribuições técnicas nos primeiros tempos, o Bitcoin talvez não tivesse sobrevivido aos meses frágeis iniciais.
Aqui é que fica mais sombrio. Em 2009, o mesmo ano em que o Bitcoin foi lançado, Finney foi diagnosticado com ELA. Nos cinco anos seguintes, a doença foi lentamente paralisando-o. Mas, em vez de simplesmente aceitar isso, fez uma escolha incrível — foi cryogenicamente preservado. E adivinha só — ele pagou parte do procedimento com Bitcoin. Ainda está lá no Arizona, congelado em nitrogénio líquido, à espera de um futuro onde a medicina possa trazê-lo de volta.
Agora, o que realmente captura a imaginação das pessoas é a questão Satoshi. Será que Hal Finney era realmente Satoshi Nakamoto? As teorias da conspiração quase escrevem por si mesmas. Ele vivia em Temple City, Califórnia. Dorian Nakamoto — o tipo que a Newsweek afirmou ser Satoshi em 2014 — também vivia lá. A poucos quarteirões de distância. Coincidência? E depois há o timing — Satoshi desapareceu da vista pública por volta de 2011, exatamente quando a saúde de Finney estava a colapsar. Será que foi só doença, ou havia algo mais?
Finney próprio negou isso várias vezes. Mesmo quando estava quase completamente paralisado em 2013, publicou em fóruns de Bitcoin dizendo que não era Satoshi e até partilhou o seu histórico de mensagens com Satoshi para provar que eram pessoas diferentes. Mas, honestamente, o mistério faz parte do que torna esta história tão cativante.
O que as pessoas não percebem é que Finney já pensava nesses problemas antes mesmo do Bitcoin existir. Em 2004, criou algo chamado RPOW — Provas Reutilizáveis de Trabalho — que resolvia exatamente o mesmo problema que o Bitcoin viria a abordar: como evitar o duplo gasto de moeda digital sem precisar de uma autoridade central para verificar tudo. Ele estava à frente do seu tempo, a pensar em privacidade financeira e a lutar contra o controlo governamental sobre a criptografia.
Já passou mais de uma década desde que Finney nos deixou, e a maioria das pessoas nem sequer ouviu falar dele. Mas, na comunidade cripto, ele é praticamente uma lenda. O OG. O gangster original que ajudou a criar um sistema que realmente mudou a forma como o mundo pensa sobre dinheiro.
Se Hal Finney era ou não Satoshi, já não importa muito. O que importa é que ele esteve lá no início absoluto, compreendeu a visão e a tornou real. As suas impressões digitais estão em todo o código inicial do Bitcoin. Cada transação, cada bloco — o seu legado está embutido nisso. E, em algum lugar do Arizona, congelado no tempo, à espera de um futuro que possa trazê-lo de volta, isso é bastante incrível quando se pensa nisso.