A inflação é normal, mas há um ponto de viragem: quando os preços sobem mais de 50% em um mês, já não é economia, é caos. Isso é hiperinflacão, segundo o economista Philip Cagan.
Para visualizar o absurdo: imagina um saco de arroz a $10 que custa $15 no mês seguinte e $22,50 depois. Em seis meses está a $114, num ano ultrapassa os $1.000. E isso é apenas o início. Uma vez desencadeada, a hiperinflação acelera tanto que os preços disparam em horas, não em dias.
Os Casos Mais Extremos
Alemanha (Weimar, 1923)
Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha cancelou o padrão-ouro e foi obrigada a pagar reparações em moeda estrangeira. A solução: imprimir dinheiro descontroladamente. O resultado: inflação de mais de 20% diários. A moeda alemã desvalorizou-se tanto que os cidadãos queimavam notas para se aquecer, era mais barato do que comprar madeira.
Venezuela (2016-2019)
As taxas passaram de 69% ao ano (2014) para 800% (2016), 4.000% (2017), e alcançaram 2.600.000% no início de 2019. Em 2018, Maduro trocou a moeda de 100.000 bolívares por 1 bolívar soberano, eliminando zeros. Mas o economista Steve Hanke foi claro: “reduzir zeros é cosmético, não muda nada sem reformas econômicas reais”.
Zimbabwe (2008)
O pior da história moderna. A inflação anual atingiu 89,7 sextilhões por cento em novembro de 2008 ( equivalente a 98% diário ). O Zimbábue foi o primeiro país do século XXI a experimentar hiperinflacão e o segundo pior episódio histórico após a Hungria. O país abandonou sua moeda em 2008.
O Patrão: Crise → Impressão de Dinheiro → Colapso
Os governos seguem o mesmo roteiro:
Crise política/económica → Perda de confiança na moeda
Resposta: Imprimir dinheiro para “resolver” o problema
Resultado: Acelera a depreciação
O ciclo vicioso nunca se detém ao imprimir mais
Aqui Entra o Bitcoin
Enquanto as moedas fiduciárias colapsam, as criptomoedas emergem como alternativa. O Bitcoin e outras criptos operam sem controle centralizado: a oferta é fixa, programada, imutável. A blockchain garante que não pode ser duplicada nem manipulada arbitrariamente.
É por isso que a Venezuela e o Zimbábue estão a ver um aumento de pagamentos P2P em criptomoedas. Quando o teu governo destrói o teu dinheiro, as pessoas procuram uma saída.
O Experimento dos Bancos Centrais
Bancos centrais na Suécia, Singapura, Canadá, China e EUA estão experimentando com CBDC (criptomoedas de banco central). Mas há um detalhe: provavelmente terão fornecimento ilimitado, derrotando o propósito. Sem escassez, não há defesa contra a inflação.
Conclusão
A hiperinflação é rara, mas devastadora. Um curto período de instabilidade política pode destruir uma moeda em meses. A solução tradicional (imprimir mais) é um fracasso histórico comprovado. Enquanto isso, o Bitcoin e as criptomoedas atraem cidadãos com moedas falidas. A questão não é se isso mudará o futuro do dinheiro, mas sim quando.
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A Hiperinflação: Por Que os Governos Perdem o Controle e as Pessoas Buscam Bitcoin
A inflação é normal, mas há um ponto de viragem: quando os preços sobem mais de 50% em um mês, já não é economia, é caos. Isso é hiperinflacão, segundo o economista Philip Cagan.
Para visualizar o absurdo: imagina um saco de arroz a $10 que custa $15 no mês seguinte e $22,50 depois. Em seis meses está a $114, num ano ultrapassa os $1.000. E isso é apenas o início. Uma vez desencadeada, a hiperinflação acelera tanto que os preços disparam em horas, não em dias.
Os Casos Mais Extremos
Alemanha (Weimar, 1923) Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha cancelou o padrão-ouro e foi obrigada a pagar reparações em moeda estrangeira. A solução: imprimir dinheiro descontroladamente. O resultado: inflação de mais de 20% diários. A moeda alemã desvalorizou-se tanto que os cidadãos queimavam notas para se aquecer, era mais barato do que comprar madeira.
Venezuela (2016-2019) As taxas passaram de 69% ao ano (2014) para 800% (2016), 4.000% (2017), e alcançaram 2.600.000% no início de 2019. Em 2018, Maduro trocou a moeda de 100.000 bolívares por 1 bolívar soberano, eliminando zeros. Mas o economista Steve Hanke foi claro: “reduzir zeros é cosmético, não muda nada sem reformas econômicas reais”.
Zimbabwe (2008) O pior da história moderna. A inflação anual atingiu 89,7 sextilhões por cento em novembro de 2008 ( equivalente a 98% diário ). O Zimbábue foi o primeiro país do século XXI a experimentar hiperinflacão e o segundo pior episódio histórico após a Hungria. O país abandonou sua moeda em 2008.
O Patrão: Crise → Impressão de Dinheiro → Colapso
Os governos seguem o mesmo roteiro:
Aqui Entra o Bitcoin
Enquanto as moedas fiduciárias colapsam, as criptomoedas emergem como alternativa. O Bitcoin e outras criptos operam sem controle centralizado: a oferta é fixa, programada, imutável. A blockchain garante que não pode ser duplicada nem manipulada arbitrariamente.
É por isso que a Venezuela e o Zimbábue estão a ver um aumento de pagamentos P2P em criptomoedas. Quando o teu governo destrói o teu dinheiro, as pessoas procuram uma saída.
O Experimento dos Bancos Centrais
Bancos centrais na Suécia, Singapura, Canadá, China e EUA estão experimentando com CBDC (criptomoedas de banco central). Mas há um detalhe: provavelmente terão fornecimento ilimitado, derrotando o propósito. Sem escassez, não há defesa contra a inflação.
Conclusão
A hiperinflação é rara, mas devastadora. Um curto período de instabilidade política pode destruir uma moeda em meses. A solução tradicional (imprimir mais) é um fracasso histórico comprovado. Enquanto isso, o Bitcoin e as criptomoedas atraem cidadãos com moedas falidas. A questão não é se isso mudará o futuro do dinheiro, mas sim quando.